quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Turismo precário em Florianópolis

Diário Catarinense, 28 de dezembro de 2010, pagina 3:

Moacir Pereira

Mudou pouco
Enaltecida em prosa em verso, tema de filmes e de músicas famosas, a Praia de Copacabana marcou com o show de Roberto Carlos, contribuição para melhorar a imagem da Cidade Maravilhosa. Pois a Avenida Atlântica, que já passou por várias obras de urbanização, está melhor e mais bonita. Os quiosques foram reformados e a orla está sendo mais humanizada. Confortáveis banheiros ali foram instalados, com espaço para chuveiros e até para fraldários.

O ano está terminando, e as praias de Florianópolis continuam sem esta mínima infraestrutura. E aí não há distinção entre os balneários da elite, como Jurerê Internacional ou Praia Brava, e os mais populares, como Ingleses, Canasvieiras, no Norte; Pântano do Sul e Campeche, no Sul. Ganha um apartamento na Beira Mar quem encontrar chuveiros públicos ou banheiros para uso dos banhistas nas praias. A temporada chegou e não se tem notícia de serviços para dar mais conforto à população e aos turistas.

As capitais do Nordeste podem não ter praias tão bonitas quanto as do litoral catarinense, mas vencem disparado qualquer comparação sobre a urbanização das áreas mais frequentadas. A Praia de Iracema, em Fortaleza, é um canteiro de obras. Com ajuda de Lula, está ficando de cinema. A Praia do Futuro há muito é notícia internacional pelos “botecos”, com arquitetura simples, mas de muito bom gosto, serviços qualificados, mesinhas e cadeiras na areia, água doce à vontade para o pós-banho. Privado e público. A Praia de Pajuçara, em Maceió, está um encanto, com cenário deslumbrante e toda infraestrutura. Entrecortada de quiosques bonitos e limpos, chuveiros e banheiros, restaurantes, bares e hotéis, tudo inserido num cenário com os coqueiros irregulares suspensos no ar e formando paisagens artísticas inesquecíveis. Recife tem a Praia da Boa Viagem, cujo prefeito, também do PT, urbanizou e humanizou com toda infraestrutura. E Salvador, e Natal e...

Terminais
Em Santa Catarina, surgiram algumas iniciativas elogiáveis de prefeituras, isoladamente. Balneário Camboriú é pioneira na qualificação de sua Avenida Atlântica. Itajaí saiu na frente com seu píer, que este ano está bombando com navios de cruzeiro. São Francisco do Sul inaugurou seu terminal, gerando mais empregos. Porto Belo deve fazer o mesmo dentro de 60 dias, projeto da Santur. Valoriza a arquitetura açoriana e revitaliza o centro histórico.

Na Ilha, já faltou água em Sambaqui e luz na Cachoeira. O trânsito travou durante três horas no Leste na madrugada de Natal. O que melhorou mesmo foi a qualidade dos hotéis, dos bares, cafeterias, lojas e restaurantes. No geral, o que dependeu do poder público, foi uma lástima.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Caras-de-pau

Diário Catarinense, 22 de dezembro de 2010, página 2.

TARIFA EXTRA

A prefeitura de Florianópolis informa que foi surpreendida com a informação sobre a cobrança da Tarifa Sazonal pela Casan durante a temporada de verão. Garante que não foi comunicada sobre o assunto, apesar do contrato entre o município e a empresa ser de gestão associada. E diz que pediu o detalhamento sobre a fundamentação legal e econômica para a taxa extra. Vem briga por aí.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Luz no fim do túnel

Diário Catarinense, página 3, dia 21 de dezembro de 2010:

BANHEIROS

Secretário de Turismo da Capital, Homero Gomes, não para de tocar os projetos um segundo sequer enquanto seu futuro à frente da pasta segue indefinido. O desafio, agora, é oferecer uma estrutura com banheiros, chuveiros, fraldários e guarda-volumes nos principais balneários de Floripa. Para a temporada 2010/11 a ideia é alugar banheiros químicos. Apenas para quebrar um galho. O objetivo é montar um planejamento detalhado para 2012. Tomara que prestem atenção no homem.

domingo, 19 de dezembro de 2010

“PLACEBO DEMOCRÁTICO” IGUAL AO PDP - uma análise desapaixonada da proposta do PMISB

A recente realização da bateria de Audiências Públicas para apresentação do PMISB - Plano Municipal Integrado de Saneamento Básico, atendeu a um rito que a PMF, leia-se governos Dario 1 e 2, dominam com esmero científico. Coisa nunca vista na cidade, a participação popular foi “tão expressiva” que a quantidade de autoridades e pessoal de apoio, via de regra, era maior que a do público presente. Não era por menos, pois além da péssima divulgação, a opção por esse período tumultuado do ano parece ter sido proposital. Resultado: participação popular zero.

O que se assistiu foi mais uma daqueles teatros no qual tudo está previamente programado e deve ser executado para atender a uma obrigação legal. Proposta mal feita, muito aquém do que realmente se necessita em termos de qualidade nas diretrizes e quantidade de investimentos na área, ficamos com a impressão de que lá por 2030, prazo teto para as metas, ainda estaremos longe de algo que se possa qualificar como “aceitável”.

Enquanto o mundo está às voltas com o aquecimento global, falta de água potável, contaminação de toda ordem, em especial dos aqüíferos, desaparecimento de espécies, degradação ecológica urbana e no campo, a PMF produz uma proposta que mais parece ter sido feita sob encomenda para a CASAN, contumaz inadimplente na execução do mínimo necessário e integrada ao esquema político que alimenta a fértil indústria de água potável, (des)tratamento de esgoto, e eleição de vários políticos no Estado, além de agrupar uma montanha destes em seus quadros de direção administrativa. E todo ano também distribui faustos lucros a estes.

Assim como Dario fez ao longo de seus dois governos com o PDP, procrastinando o processo para esgarçá-lo até que todos os participantes dessem de ombros (alguns literalmente morreram na praia) com vistas a produzir um projeto fajuto, fraudado na sua participação comunitária e moldado aos interesses da construção civil, setor sócio do seu grupo político regional, agora ele novamente faz com a discussão do PMISB.

Trata-se de uma dinâmica que produz um “placebo democrático” – a impressão de que você participa livremente, exercita sua cidadania, mas, ao final, tudo o que você sugeriu, é apenas letra morta, nada é levado realmente em consideração. Resultado: paulatina frustração em participar do circo, já que o ritual tem se mostrado somente para isso. Quando argumento que “audiência não é anuência”, mais uma vez estamos diante de um processo que mostra exatamente o contrário – audiências para mera anuência, pois nenhuma das questões que apresentamos foi efetivamente levada em consideração, apenas algumas de forma parcial, absolutamente aquém do que propusemos modificar para que este plano realmente sirva para um avanço razoável.

Locutor enfezado, total formalismo, regimento draconiano, pompa e prosa, situação que reproduziu eventos de posse de mandatários de órgãos estatais, cenário totalmente avesso ao padrão popular de participação na discussão, premeditada inibição do público para que esta não acontecesse. Na AP do Rio Tavares, por exemplo, na qual participei, foi somente depois que um senhor de idade arrebatou o microfone da assessora da PMF e reclamou aos berros da tragicômica situação, que a condução dos trabalhos afrouxou um pouco o regimento interno e permitiu a troca de idéias entre as pessoas da comunidade e os funcionários da PMF e seus assessores ignorando o infalível cronômetro.

Situação humilhante para a democracia e demonstra que essas fórmulas institucionais já não mais suprem as reais necessidades de participação popular. Há que se transpor os limites impostos pela democracia participativa que hoje se limita na mera exposição e audição da vontade popular, mas não a acolhe na formulação das políticas públicas que os governos executam. Nesse contexto, o espaço democrático é concedido ao povo na forma de um “placebo democrático”, que serve para mera legitimação das propostas dos executivos. A realidade pede uma “democracia conquistada”, de nova qualidade, para efetivo acolhimento da vontade popular no processo de formulação das políticas públicas, processo este que fará do povo um ator cúmplice e efetivo fiscalizador dos executivos, primeiro passo para um eficiente “controle social” sobre o Estado. Parece que disso ainda estamos muito, muito longe em nosso país. Um fato que denuncia todo esse teatrinho é que a LDO – Lei de Diretrizes Orçamentárias, recentemente entregue pelo Prefeito à Câmara Municipal, não traz um centavo de investimento em saneamento básico para 2011. Voz corrente nos bastidores da PMF e lembrado nas APs, é de que “se esqueceram” de colocar alguma verba no orçamento, embora estivessem trabalhando arduamente nos cálculos de investimentos para os próximos vinte anos. Haja explicação!!!

Defender LIXO ZERO para resíduos sólidos e MODELO DESCENTRALIZADO para tratamento de esgotos, parecem ser coisas do outro mundo aos ouvidos de alguns funcionários da PMF e assessores que montaram a proposta. São coisas impossíveis de ser implementadas, mantidas as atuais estruturas de funcionamento da máquina municipal e da empresa de saneamento estadual. Mas isso terá que ser feito dia mais, dia menos, pois a situação exigirá profunda reformulação nessa área para dar conta da execução do próprio plano se a intenção é realmente implementá-lo. A realidade requer uma gestão totalmente nova. Ao transportar lixo misturado por tonelada para Biguaçu não haverá santo que faça incrementar um esquema de coleta seletiva eficiente, pois o “bolo” diminuirá, e isso gerará conseqüências políticas indesejáveis aos atuais mandatários. Assim, letra morta para “incrementar o índice de reciclagem” que hoje não passa de 5% do total recolhido no município. É uma vergonha para nossa cidade e assim continuará se não se reformular toda a política para o setor com coragem e investindo massivamente para mudar o péssimo padrão atual de saneamento básico. Tarefa “reservada” para um outro governo.

Nas APs foi dito e reafirmado que o “aterro sanitário” de Biguaçu esgotará sua capacidade daqui a seis anos, prazo no qual terá que ser encontrada outra solução para depositar pelo menos a maior parte do lixo recolhido na cidade. Adivinho que tal como uma fênix surgida das cinzas, logo, logo, mais uma vez se aventará a fórmula mágica dos incineradores de lixo para dar conta do “abacaxi”. Até mesmo diante dessa datada situação, seria imperioso incrementar ao máximo o processo de reciclagem na cidade, coisa em que o plano é de uma timidez humilhante. Na mesma linha, a timidez dos investimentos propostos, na média de R$ 145 milhões/ano na última versão, e, pior, aplicados no longo período de vinte anos (2030), quase uma geração. Uma proposta coerente seria a de comprimir essa agenda para 10 anos, sabendo-se que jamais os governos cumprem os prazos acordados e sempre dão “um jeitinho” para alongá-los, tomando-se mais uma vez o triste exemplo do PDP, que já deveria estar aprovado há pelo menos dois anos. E continua pela metade. Com algum “jeitinho”, ficará para o próximo Prefeito. Haja coração!!!

“Fique em dia com a sua cidade”, é o que diz a propaganda de rádio do governo municipal, convidando você a pagar antecipadamente o IPTU de 2011 com um bom desconto. Na verdade, nós é que temos que propagar que o Dario fique em dia com nossa cidade, pois isso ele não está há muito tempo ao descumprir com o Estatuto da Cidade quando enveredou por uma fraude no processo do PDP, subtraindo-lhe o “P” do participativo.

Gert Schinke, dezembro de 2010
https://mosal-movimentosaneamentoalternat.blogspot.com

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

SOS Canasvieiras na imprensa

Saiu no Notícias do Dia de 15 de dezembro de 2010, página 4:

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terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Dia Nacional do Ministério Público

http://www.clicrbs.com.br/diariocatarinense/jsp/default2.jsp?uf=2&local=18&source=a3141432.xml&template=3898.dwt&edition=16084&section=1320

Ministério Público, por Andrey Cunha Amorim*

O Ministério Público mereceu a missão constitucional de zelar pela sociedade como um todo, defendendo o meio ambiente, o consumidor, a moralidade administrativa, a cidadania e a infância e juventude, além de combater os crimes em geral, dedicando especial atenção aos decorrentes de organizações criminosas. É uma instituição permanente, essencial à justiça, imparcial e desatrelada dos Poderes estatais, com liberdade para responsabilizar quem quer que seja, parta a ofensa de onde partir, das pessoas ou do próprio Estado.

Está em construção não é um órgão burocrático, amordaçado, acovardado à sombra das estruturas dominantes e recolhido em gabinetes, mas sim uma instituição corajosa, atuante, destemida, próxima do cidadão e comprometida com as transformações sociais.

O Ministério Público já mostrou o seu valor e vem cumprindo as suas atribuições constitucionais. Basta acompanhar o noticiário. Talvez por isso a sua atuação seja mal compreendida por alguns. De fato, não é fácil ser procurador ou promotor de Justiça. O membro do Ministério Público é um advogado sem companhia, cujo cliente não fala, não vê, não ouve, não tem amigos nem parentes. Seu cliente é a lei. E a lei tem inimigos poderosos que insistem em desobedecê-la.

Não raras vezes, os opositores do Ministério Público são aqueles que já se viram ou se encontram envolvidos em práticas ilícitas. Quem respeita o ordenamento jurídico têm no promotor de Justiça um parceiro na defesa dos seus direitos difusos ou coletivos, sempre.

Neste 14 de dezembro, Dia Nacional do Ministério Público, estão de parabéns os procuradores e promotores de Justiça do nosso Estado, agentes públicos movidos pelo espírito de “combater o bom combate”, que não se acanham para travar a eterna luta de bem defender a sociedade catarinense.

* Presidente da Associação Catarinense do Ministério Público

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Nós, do Movimento SOS Canasvieiras, aproveitamos a data para parabenizar o competente Promotor Rui Arno Richter, que está trabalhando na nossa causa. Desejamos tudo de bom, e que essa missão seja concluída com êxito.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Convocação

Terça-feira, dia 14/12/2010, o Promotor de Justiça da Capital, Dr. Rui Arno Richter, estará em Canasvieiras, a partir das 16h em frente ao Hotel Moçambique (Av. das Nações), para acompanhar os trabalhos de inspeção ajustados com a Casan e Vigilância Sanitária.
Também estará à disposição dos interessados para novas sugestões sobre o encaminhamento a ser dado a estas e outras questões.
Nós, do Movimento SOS Canasvieiras, pedimos que o maior número de pessoas compareça a este encontro.

SC: relatório aponta que 26,8% das praias estão impróprias


SC: relatório aponta que 26,8% das praias estão impróprias


FABRÍCIO ESCANDIUZZI
Direto de Florianópolis

O litoral de Santa Catarina conta com 52 pontos impróprios para banho, segundo relatório de balneabilidade divulgado pela Fundação do Meio Ambiente (Fatma). No total, de acordo com o diretor do órgão, Murilo Flores, foram avaliadas 197 localidades de 27 municípios. "O resultado mostrou que 52 pontos, ou 26,8%, não apresentam condições satisfatórias para os banhistas", afirmou.

Foi o primeiro relatório da situação das praias catarinenses visando a próxima temporada de verão, que terá início em cerca dez dias. Em relação aos anos anteriores houve um acréscimo de praias poluídas em Santa Catarina. Ano passado, a Fatma reprovou 46 locais em seu primeiro relatório e, em 2008, 49 acabaram se mostrando impróprios para banho.

Na capital Florianópolis, a Fundação informou que 19, dos 64 pontos, onde houve coleta de água, não são próprios para banhos. Entre os pontos "impróprios", estão trechos de locais badalados como a Lagoa da Conceição, Canasvieiras, Ingleses e Armação do Pântano do Sul. A cidade recebe cerca de um milhão de visitantes apenas na temporada, a grande maioria entre os dias 26 de dezembro e 2 de janeiro.

O esgoto doméstico lançado em alguns balneários preocupa a fundação do meio ambiente. Entre os municípios catarinenses, a cidade de Itapema, uma das mais procuradas no verão, mostrou um quadro nada positivo: dos oito pontos da orla onde os técnicos retiraram amostras, seis acabaram reprovados.

Segundo Flores, os técnicos da Fatma começaram a coletar semanalmente amostras de água nos locais escolhidos. O trabalho segue até março de 2011. Os relatórios com a situação das praias catarinenses podem ser acompanhados pela internet, na página do governo estadual.

domingo, 12 de dezembro de 2010

IPTU, Poluição e Incompetência

Prezado Promotor de Justiça – Rui Arno Rischter – MPE – SC

Estou, hoje, particularmente irritado e lhe escrevo ou vou ao psicanalista que o meu plano de saúde não paga.

Senhor, acabo de receber o boleto do IPTU com a inovação de que, agora, se quiser fazer jus ao desconto de 20% tenho que pagá-lo integralmente até o dia 03 de janeiro de 2011, o que antes era possível até o dia 03 de Março.

Não sei se a intenção do prefeito Dário é garantir o caixa antecipado abocanhando parte do nosso 13º., ou se sabendo que as nossas despesas de final de ano são elevadas não poderemos usufruir do desconto.

De qualquer forma ele sempre lavará as mãos, como Pilatos, e vai dizer que foram os vereadores que aprovaram essa estrovenga.

Mas, o que irrita ainda mais é saber que esse achaque, secundado pelas taxas e emolumentos e capitaneado pelo Fundo de Participação dos Municípios, repassado, do nosso, pelo Governo Federal, serve para sustentar essa Prefeitura incompetente e a nossa Câmara de Vereadores que ainda não descobriu para que serve.

Caminhando, cedo, pela praia de Canasvieiras eu me deparei com a placa de praia “Imprópria” ali colocada pela Fatma para nos proteger dos coliformes fecais e me lembrei da vossa estupefação na audiência pública realizada no Hotel Moçambique, onde a representante da Vigilância Sanitária Municipal nos atirou à cara a culpa pela poluição, dizendo que os moradores veranistas lançam os seus dejetos na rede pluvial da prefeitura e com isso poluem a praia.

Caro promotor, Canasvieiras está às moscas, a temporada ainda não começou e os veranistas ainda estão lançando os seus dejetos em outras plagas, então como se justifica que a praia, na altura da rua Acari Margarida, já esteja poluída pelos coliformes?

Será que os engenheiros de engenho e os sanitaristas de escrivaninha da Prefeitura ainda não entenderam que as águas represadas na saída da rede pluvial e do córrego Beatriz apodrecem sob o sol e que bastaria escoá-las para o mar para acabar com isso?

Desculpe Senhor Promotor, mas pagar para ter a incompetência como produto é de lascar!

Abraços,

Maltez

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Audiência não é anuência

Vale sempre nos manifestarmos a respeito durante as APs e quebrarmos os protocolos quando...
  • o empresário tem tempo de sobra e lhe é permitida a propaganda institucional
  • só aceitam as perguntas da comunidade por escrito
  • insistem em responder perguntas por email
  • convidam pessoas ou grupos para conversar isoladamente
  • restringem o tempo de fala da comunidade enquanto eles fazem uso da palavra por horas a fio
Bom é quando...
  • alguém fura o bloqueio e a gente tem um precedente podendo aumentar nossa atuação
  • alguém insiste em falar mesmo sem o microfone e consegue ganhar o dito cujo por causa das gravações que tem que ser feitas
  • o grupo da comunidade se articula e faz colocações e críticas ao invés de fazer perguntas, evitando assim que eles falem
  • a comunidade se articula e combina com antecedência o que cada um vai falar ou que questões serão abordadas para otimizar o tempo restrito de fala
  • um monte de gente faz críticas á estrutura e condução das APs e eles vão ficando em uma situação vexatória..

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Problemas no Norte da Ilha

Trecho de reportagem publicada no Diário Catarinense do dia 30 de novembro de 2010, páginas 20 e 21.

Reportagem completa.

Problemas no Norte da Ilha

A Praia de Canasvieiras, a que mais recebe visitantes na temporada, passa por problemas de segurança e poluição. O argentino Carlos Malerba e sua esposa italiana Catarina Todaro vêm há 12 anos passar as férias no balneário. Para eles, o crescimento desordenado na praia está arruinando a região, que, na avaliação deles, está pior ano a ano.
— Um exemplo é isso aí — mostra Malerba, apontando para o Rio Beatriz, depósito de esgoto que desemboca no mar e cujo mau cheiro aumenta no verão.

A mesma reclamação ambiental acontece na Praia dos Ingleses nos locais que, esporadicamente, ficam impróprios para o banho. A turista Aline Sobreira, de Belo Horizonte, reclama da sujeira, lixo, esgoto e da presença de cachorros na praia.

O secretário de Turismo admite que na cidade existem praias poluídas e limpas. Segundo ele, as poluídas não são turísticas, como as baías Norte e Sul.

— Já as praias turísticas são limpas e, ocasionalmente, ficam com áreas impróprias. Isso passa pela conscientização da comunidade em manter as fossas limpas e fazer a ligação na rede de esgoto e não na rede pluvial — responde Gomes.

Para ele, a solução é uma só: gestão compartilhada das praias, seguindo o modelo de Jurerê Internacional, que possui a certificação internacional de qualidade de praia Bandeira Azul. Trata-se de uma estrutura com participação do empresariado, associação de moradores e do poder público para gerar resultados mais rápidos.

— Mas não tão rápidos para o início da temporada.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Preocupação

Os jovens atletas do time de volêi da escola Osmar Cunha, em Canasvieiras, correm o risco de perder a oportunidade de praticar o esporte. Segundo relato do professor Ari, a Unisul, patrocinadora e viabilizadora do time não vai mais dar continuidade ao projeto, que beneficia estudantes de todo o norte da Ilha: Canasvieiras, Cachoeira, Ponta das Canas, Vargem Grande, etc.

O atleta Rafael, aluno da Escola Jovem, faz um apelo aos empresários para que ajudem o projeto, pois o esporte tira a juventude da ociosidade, muitas vezes da marginalidade, e proporciona a dignidade de uma vida saudável e um futuro cheio de boas possibilidades.

Nós, do SOS CANASVIEIRAS, estamos com vocês, crianças jovens e adolescentes. Pedimos o engajamento da sociedade para esse projeto não acabar.

A preocupação é grande, mas a esperança é maior ainda.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Banho seco não dá

Publicado no Diário Catarinense em 25 de novembro de 2010, página 39:

Banho seco não dá
Duchas instaladas nas praias devem continuar desativadas na temporada

O banho de mar é refrescante, mas depois fica aquele melado no corpo por causa do sal da água mais a areia que gruda nas pernas. Um banho de ducha é providencial. Mas se o banhista estiver na Praia de Canasvieiras não vai conseguir. Os dois chuveiros redondos, que de tão grandes lembram um disco voador e dão a impressão de um banho abundante, estão secos.

Isto que Canasvieiras é uma das 12 praias da Capital que contam com o equipamento. As outras 30, nem ducha quebrada têm. Se existissem, o usuário ainda precisaria tirar dinheiro do bolso em troca do banho.

Trabalhando no restaurante que fica próximo aos chuveiros, Jonathan Monteiro, 17 anos, diz que há dois anos não vê descer uma gota. Folhas e lixos se acumularam no espaço para banho. E não adianta procurar outras opções. As duchas são as únicas em toda a extensão da praia.

O Departamento de Fiscalização da Secretária Executivo de Serviços Públicos (Sesp) informa que uma empresa terceirizada está percorrendo as praias para consertar os equipamentos. O secretário Salomão Mattos Sobrinho diz que já existe um projeto para instalar mais 87 chuveiros, mas sem prazo definido. Ele explica que é preciso licenças ambientais e do patrimônio da União. A burocracia impede a obra para esta temporada.

Salomão afirma que se toda a documentação for reunida, a obra estará concluída no próximo verão. Mas a Sesp trabalha com o prazo de 2013. As duchas serão pagas por empresa terceirizada com custo para os banhistas.

felipe.pereira@diario.com.br

FELIPE PEREIRA

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Desde o início nós, do movimento SOS CANASVIEIRAS, reivindicamos a solução desse problema pelos orgãos públicos. A única coisa que eles fazem é nos empurrar de um lado para o outro (Secretaria de Obras para SESP, e vice-versa). O tempo está passando e mais um verão chegando e ninguém resolve nada. É um total desrespeito com o cidadão e o turista, que não podem tomar um banho de mar e depois uma ducha, para sentirem-se limpos e confortáveis.
Resta esperar que com esse pequeno "puxão de orelha" da imprensa, os responsáveis tomem alguma atitude.

sábado, 20 de novembro de 2010

Convite à comunidade


Clique na imagem para ampliar

A equipe do MOSAL – Movimento do Saneamento Alternativo -, em parceria com o Movimento SOS CANASVIEIRAS e o Instituto Eco&Ação, oferecerá gratuitamente à comunidade do bairro de Canasvieiras, uma oficina popular sobre saneamento alternativo. O trabalho conta, ainda, com o auxílio e participação dos engenheiros do Depto. de Engenharia Sanitária da UFSC.

Nesta oportunidade, os interessados poderão adquirir conhecimentos básicos sobre saneamento e seus diversos enfoques como descentralização do tratamento, métodos alternativos, importância das microbacias, etc... O evento ocorrerá no dia 29 de novembro de 2010, às 19hs, no Hotel Moçambique. Segundo o ecologista Gert Schinke, atualmente, o tratamento (descentralizado) de esgoto, existente em Jurerê Internacional, é um modelo que poderia ser facilmente replicado em outros bairros de Florianópolis. Por isso, todos os que sonham com uma praia limpa estão convidados para este evento. Participe!

III OFICINA DE SANEAMENTO ALTERNATIVO
Dia 29 de novembro de 2010 - 19 hs
Local: Hotel Moçambique - av. das Nações, 375, Canasvieiras

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Canasvieiras sem animais de rua

Em nossa região temos duas voluntárias que trabalham muito para diminuírem o número de animais errantes. Elas recolhem alguns, tratam e doam, além de promovem castrações gratuítas para os animais de moradores interessados e de rua.
A cada animal doado, elas amparam outro, e desta forma é que apostam em uma Canasvieiras sem animais de rua.
Mas para o êxito deste trabalho, elas precisam da ajuda de todos os moradores. Como você pode ajudar:
1 - Adote um animal, ou promova a adoção para seus amigos e familiares dando os telefones das voluntárias: Lígia (8804-5328) e da Juci (9153-4668).
2 - Esterilize seus animais e forneça o número dos telefones das voluntárias para que mais moradores possam usar deste serviço gratuíto;
3 - Para enviar animais errantes para as castrações, é necessário que alguém se comprometa com o pós-operatório (13 dias). Se vc dispõe de algum cantinho em sua residência que possa emprestar por alguns dias a algum cão ou gato, entre em contato com as voluntárias que elas agendarão as cirurgias para estes animais;
4 - Se vc tiver um espaço que possa ser lar temporário de algum animal retirado das ruas de Canasvieiras até sua doação (pode ser dias ou meses), elas se comprometem a tratá-los, esterilizá-los, vermifugá-los, colocar remédios anti-parasitas e vaciná-los, para que possam aguardar um lar em prerfeita condição de saúde. Elas são ligadas ao Instituto É o Bicho!, ONG que ampara animais de rua e garantem que com paciência, qualquer animal pode ser muito bem doado. Basta alguem ampará-lo na espera.
Adote um animal e motive pessoas a fazerem o mesmo, através da Lígia (8804-5328) e da Juci (9153-4668).

Texto de Juci Polli

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

SOS Floripa

Diário Catarinense, 14 de novembro de 2010, página 2:

Moacir Pereira

SOS Floripa


Florianópolis está parecida com uma nau sem rumo. Instalada na ilha mais bela do Brasil, tem seu futuro comprometido. Sem Plano Diretor, invadida pela especulação, carente de planejamento urbano e sem priorizar ações reais de proteção, caminha para dias sombrios. A falta de mobilidade já massacra a população. O trânsito trava toda hora e todo dia. Para milhares de habitantes, virou um inferno.

O prefeito Dário Berger é acusado de omissão e de desinteresse pela cidade. Mas quando propõe um basta na avassaladora “selva de pedra”, sem a mínima infraestrutura, não tem respaldo dos vereadores. E quando melhorias urbanas nos distritos são exigidas, a prefeitura recebe vetos das “comunidades”.

A Lagoa da Conceição, uma das joias da coroa deste espaço encantador e único, é um exemplo patético. Suas águas foram tomadas por algas, produzidas por produtos tóxicos ou por destinação criminosa de esgoto. Duas medidas práticas resolveriam este dramático dilema: a primeira, com uma ação enérgica e radical da vigilância sanitária e dos órgãos ambientais, com respaldo do Ministério Público, lacrando bares, casas e restaurantes que estejam poluindo a Lagoa. A segunda, com o desassoreamento. As algas se espalham, causando odor insuportável e matando a galinha dos ovos de ouro, porque não há oxigenação da água. Mas se alguém propõe a retirada da areia da saída do canal da Barra, órgãos ambientais e procuradores levantam-se em vetos definitivos. Pior! Também não propõem uma solução.

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BASTA!

O Parque São Jorge foi concebido para ser bairro residencial unifamiliar. A Câmara alterou o gabarito e, ao lado da Celesc, erguem-se pombais de concreto. O Sul da Ilha sofre com congestionamentos monstruosos e infernais. Nem pequenas ações, como rótulas para desafogar, são adotadas. O Norte virou o paraíso da ganância especulativa. A polícia informa que pelo menos três favelas novas surgiram nos últimos dois anos na região: a do Mosquitinho, a dos Nordestinos e a do Córrego Grande. Investidor sério tem fiscalização implacável; já a ocupação ilegal do solo por invasores corre solta. E os problemas se multiplicam.

Quadro alarmante ocorre no Itacorubi. No segundo trecho da Rua Amaro Antônio Vieira, a partir da Capela São Bento, surgiram 29 edifícios. Outros 16 estão em construção há menos de dois anos. Mobilidade zero. Sem áreas de lazer. Sem esgoto. Só numa área ao lado do Cepon são construídos nove novos prédios, alguns com 11 apartamentos por andar. Vão morar ali cerca de 3 mil pessoas.

Está ruim? Se continuar esta apatia, vai ficar muito pior.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Apelo

Procurador da República – Maurício Pessutto
Divisão de Tutela Coletiva e Cível
Área do Consumidor e da Ordem Econômica


Prezado senhor,

Por não saber a quem me dirigir nesse Ministério Público, tomo a liberdade de denunciar e solicitar providências enquanto consumidor dos serviços de coleta e tratamento de esgoto do bairro de Canasvieiras na cidade de Florianópolis. Ao fazê-lo, informo que solicitação semelhante, sem sucesso, já foi encaminhada à vossa Procuradoria dos Direitos do Cidadão.

Desnecessário torna-se dizer que antes de apelar ao Parquet procuramos a Casan, a Prefeitura Municipal, a Fatma e as Vigilâncias Sanitárias Estadual e Municipal, sem sucesso e manifestação.

Vamos aos fatos: Desde 1997 a rede pluvial da região da Rua Acari Margarida em Canasvieiras, de responsabilidade da municipalidade, esgota a precipitação pluviométrica diretamente na praia, o que é aceitável uma vez que águas pluviais não são necessariamente poluídas.

Ocorre, porém, que paralelamente a concessionária estadual de águas e esgotos – Casan instalou a sua rede coletora que por razões diversas lança dejetos naquela rede pluvial que deságua na praia, poluindo-a durante todo o período de verão, comprometendo a balneabilidade, provocando doenças de pele e outras relativas ao aparelho digestivo, pela ingestão da água do mar poluído.

Senhor, entendo que como contribuinte da prefeitura eu sou um consumidor dos seus serviços e pago pela sua boa prestação e não por serviços de má qualidade. Como consumidor dos serviços de fornecimento de água e esgotamento sanitário julgo que tenho o direito de receber a água dentro das características físico – químicas definidas na portaria 518/2004 do Ministério da Saúde, o que é feito, mas na mesma proporção do consumo da água, pago pelo esgotamento sanitário, o que não é feito com qualidade.

Nos dois casos, Prefeitura e Casan, eu não tenho alternativas e o pagamento me é imposto sem descontos pela má qualidade do oferecido, ou seja; sou obrigado a pagar para ver o esgotamento sanitário misturado às águas pluviais que poluem uma das mais belas praias desta ilha e ter, ainda, a minha saúde comprometida, além do mau cheiro insuportável que exala naquele ponto.

A Prefeitura alega que a sua rede pluvial, por si, não polui e que são os moradores que lançam os dejetos domésticos na sua rede, o que é ilegal. Argumento que no meu entender é falho, pois as edificações somente recebem o “habite-se” após a vistoria e aprovação da Vigilância Sanitária e da Casan. Então como é que as ligações estão incorretas e a culpa é lançada a crédito dos moradores? Onde está a responsabilidade dos aprovadores da Prefeitura e da Casan que atestaram e liberaram o habite-se?

Entendo que como consumidor de qualquer produto eu tenho o direito de recebê-lo dentro das especificações e não cabe e não se aceita que o fabricante de um automóvel lance a culpa de uma falha mecânica aos seus fornecedores de auto peças.

Assim, alguém que defenda o cidadão consumidor e contribuinte deve, no meu entender, chamar às falas estes dois prestadores de serviços e exigir que em conjunto resolvam o problema, sob pena de terem suspensos os pagamentos relativos à prestação dos serviços.

Senhor procurador, aguardo e agradeço as vossas providências para sanar o problema.


Manoel Rodrigues Maltez

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Canasvieiras - o esgoto no ventilador

Por Ana Echevenguá

A audiência pública, promovida pela 32ª Promotoria de Justiça da Capital, para dar continuidade à investigação sobre o problema da poluição provocada pelo esgoto sanitário na baía de Canasvieiras apresentou vários aspectos positivos.

1. A força do Movimento SOS CANASVIEIRAS, que foi às ruas para alertar sobre esse problema. A divulgação, com panfletos e banners, encheu o salão de convenções do Hotel Moçambique, na noite do dia 08 de novembro de 2010.

2. O Promotor de Justiça Rui Arno Richter, que presidiu o evento, permitiu que todos os interessados falassem, mostrassem fotos e documentos que retratam a situação caótica em que se encontra a praia. ‘Coisa antiga’, segundo vários moradores.

3. Apesar de todo o teatro e mentiras em torno da eficiência no serviço prestado, ficou bem clara a conivência da FATMA (órgão licenciador e fiscalizador estatal) com a concessionária CASAN (também estatal). Vejam como isso funciona:

- quem fiscaliza a coleta e o tratamento de esgoto feito pela CASAN? A própria CASAN;

- a FATMA não tem condições de exercer fiscalização porque conta com 20 fiscais para atuar em toda Santa Catarina. De forma vergonhosa, o representante da FATMA disse que nada além disso pode ser feito porque ‘ruim com a CASAN, pior sem ela’. Não dá pra autuar, suspender a licença porque o problema seria maior!!

Diante disso, ficaram duvidosos até mesmo os boletins de balneabilidade produzidos pela FATMA. Ou seja, a situação é bem pior do que eles retratam!

4. A CASAN disse que a culpa do esgoto na praia é da chuva, dos moradores, das drenagens, da Prefeitura (que não enviou representante)... porque ela cumpre o seu papel. E levou um grupo de técnicos pra falar sobre isso. Blábláblá! Ainda bem que não colocou a culpa no Criador!

5. A Vigilância Sanitária prometeu que a fiscalização será mais eficiente a partir de dezembro. Quem viver, verá!!

6. A situação ilegal dos caminhões limpa-fossa também está na mira da Promotoria.

7. Com exceção da rádio comunitária local, nenhum representante da mídia estava presente. Mas a gente entende: a maior parte recebe verba publicitária da CASAN!

Com as provas coletadas, o inquérito continua. E a postura e palavras do promotor Ruy deixaram bem claro que este inquérito não vai acabar em pizza!

Ana Echevenguá, advogada ambientalista, integrante do Movimento SOSCANASVIEIRAS, presidente do Instituto Eco&Ação, e-mail: ana@ecoeacao.com.br, website: www.ecoeacao.com.br.

sábado, 6 de novembro de 2010

Audiência pública discutirá esgoto sanitário e poluição na Baía de Canasvieiras

A 32ª Promotoria de Justiça da Capital, com atribuição na área da defesa do meio ambiente no Norte da Ilha de Santa Catarina, promove na próxima segunda-feira (8/11) uma audiência pública para debater a questão do esgoto sanitário e temas como despoluição das águas e da areia na Baía de Canasvieiras. O evento será realizado no Hotel Moçambique, a partir das 19h30min.

Segundo o Promotor de Justiça Rui Arno Richter tramita no Ministério Público um inquérito civil para apurar a contaminação da costa norte da Ilha e do lençol freático no Distrito de Canasvieiras e adjacências. Richter informa que já foram relatados problemas como canos de drenagem pluvial ligados à rede de saneamento e imóveis com sistema de esgoto irregular.

Também foi juntado ao inquérito um abaixo-assinado de moradores de Canasvieiras, com mais de mil assinaturas, solicitando que os órgãos competentes apurem as irregularidades relacionadas aos problemas com a balneabilidade da Praia e que exijam a prestação de serviços de coleta e de tratamento de esgoto no bairro.

Foram convidados para participar da audiência pública, aberta à toda comunidade, representantes da Vigilância Sanitária Municipal, Companhia Catarinense de Águas e Saneamento (CASAN), Fundação do Meio Ambiente (FATMA), Ministério Público Federal, Procuradoria-Geral do Município de Florianópolis, Secretaria Municipal de Meio Ambiente e de Desenvolvimento Urbano (SMDU), Secretaria Municipal de Habitação e Saneamento Ambiental (SMHSA), Associação Comercial e Industrial de Florianópolis (ACIF), Conselho de Segurança Comunitária da Baia de Canasvieiras (CONSEG), Associação de Moradores de Canasvieiras (AMOCAN), ONG Crescendo com Arte/Ponto de Cultura Carijó Espaço de Arte (OCA-Carijó) e Movimento Comunitário SOS Canasvieiras.

Redação: Coordenadoria de Comunicação Social do MPSC

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Estudantes dão o exemplo

O Movimento Comunitário SOS CANASVIEIRAS participou da Amostra Cultural promovida pelos professores e alunos da Escola Jovem de Canasvieiras, que ocorreu na tarde do dia 29 de outubro de 2010. O evento foi fantástico e bem organizado. Os alunos apresentaram trabalhos inéditos, onde abordaram temas atuais e polêmicos como preconceito, globalização, uso de drogas e arte (especialmente o teatro).

Em uma das salas de aula, eles fizeram a mostra de cartazes e de videos que retrataram a passeata que realizaram em Canasvieiras. Algumas das frases que eles construíram são ótimas, criativas, polêmicas, verdadeiras, segundo o relato de Sonia Rosane Lopes, empresária e integrante do movimento SOS CANASVIEIRAS.

Nesta oportunidade, foi reiterado o convite para participação dos alunos na audiência pública que ocorrerá no próximo dia 08 de novembro, promovida pelo Ministério Público Estadual, e que abordará um dos maiores problemas experimentados pelo bairro: a falta de tratamento de esgoto e a poluição das águas e areia da praia que já afeta a saúde de nativos e turistas.

Os alunos distribuiram panfletos intitulados 'ÉTICA, ECOLOGIA e CONSUMO'. Dele, podemos extrair algumas frases que comprovam a conscientização socioambiental desses jovens que já estão disputando vagas no mercado de trabalho.

"Nós, seres humanos, estamos na natureza para auxiliar o progresso dos animais, na mesma proporção que os anjos estão para nos auxiliar. Portanto, quem chuta ou maltrada um animal é alguém que não aprendeu a amar''. Chico Xavier

"O preconceito é um fardo que confunde o passado e ameaça o futuro tornando o presente inacessível.' Maya Angelou

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Provérbio indígena

"Só quando a última árvore for derrubada, o último peixe morto, e o último rio poluído, é que o homem perceberá que não pode comer dinheiro".

O SOS Canasvieiras também pensa assim. Nossa preocupação é que a humanidade desperte sua consciência e reveja suas atitudes em relação ao futuro do planeta.

domingo, 24 de outubro de 2010

As 5 cidades mais ecológicas do mundo

Fonte: http://hypescience.com/as-5-cidades-mais-ecologicas-do-mundo/

Você já ouviu falar que Curitiba, capital do Paraná, é a “Capital Ecológica” do Brasil? Pode até ser verdade! Confira uma lista que preparamos com as cidades mais verdes e sustentáveis no mundo e escolha sua preferida:

5 - Vancouver, Canadá



A cidade que recentemente foi sede das Olimpíadas de Inverno tem como lema a sustentabilidade – e levou isso a sério até mesmo nos jogos olímpicos. As medalhas que eram entregues aos atletas eram feitas de restos de metal, jogados fora (lixo eletrônico). Mas o conceito de sustentabilidade está presente em Vancouver há muito tempo – 90% de sua energia é produzida através de ondas, vento, painéis solares e hidrelétricas.

4 - Malmo, Suécia



Ela tem muito espaço verde, mas não é famosa apenas por seus jardins e parques, mas também pelo desenvolvimento urbano sustentável. É uma das maiores cidades do país e, mesmo assim, não há congestionamentos, já que várias ciclovias cortam todo o território. Além disso, 20% dos habitantes de Malmo são estrangeiros, o que contribuiu para um ambiente muito rico culturalmente.

3 - Curitiba, Brasil



E eis a nossa representante nacional. Curitiba é a capital do estado do Paraná desde 1854 e foi fundada em 1654, como um campo de mineração. A lenda é que um cacique indígena indicou o lugar para os tropeiros, exploradores da região, dizendo “Curi-Etuba” que, em tupi, significa “muito pinhão” ou “muitos pinheiros”. Atualmente a cidade tem 1,8 milhão de habitantes e possui vários espaços verdes (bosques e parques). É considerada a capital ecológica do Brasil e, por ter um transporte coletivo que também é considerado eficiente, os curitibanos são aconselhados a deixar os carros (e o monóxido de carbono) em casa.

2 - Portland, Estados Unidos



Mesmo com muitas grandes cidades dos Estados Unidos usarem grandes avenidas, carros e táxis, Portland investe em alternativas mais ecológicas, como ciclovias e ferrovias. Ela também se comprometeu a reduzir a emissão de gases nocivos na atmosfera e passou a construir seus edifícios apenas com materiais sustentáveis.

1 - Reykjavik, Islândia



A capital da Islândia é considerada a cidade mais sustentável do mundo. Sua energia é produzida através de hidrelétricas e de usinas geotermais. O sistema de transporte coletivo trabalha com hidrogênio como combustível. O ar de lá é tão puro que alguns turistas visitam a cidade para conhecer apenas o seu sistema de sustentabilidade.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Passeata em Canasvieiras

Reportagem da RIC/Record sobre passeata em Canasvieiras, com estudantes pedindo melhorias no saneamento básico e fiscalização de ligações irregulares de esgoto.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

A geração “praia limpa”

Ana Echevenguá

Eles não são mais crianças. Ainda não chegaram à idade adulta. Mas conhecem os seus direitos e saíram às ruas – com autorização por escrito dos pais – para exigirem “praia limpa”.

Quem são? Os estudantes do ensino médio da Escola Jovem de Canasvieiras, um dos bairros de Florianópolis-SC.

A concentração dos alunos, direção e professores, juntamente com o grupo SOS CANASVIEIRAS ocorreu às 14hs do dia 18 de outubro de 2010, na avenida das Nações. A data foi escolhida porque, neste dia, estava programada a audiência pública promovida pelo Ministério Público Estadual para discutir, entre outras, as problemáticas da falta de saneamento básico na praia de Canasvieiras.

A audiência não ocorreu, conforme previsto. Foi adiada para o dia 08 de novembro de 2010. Mas, os estudantes não desistiram da manifestação – que já contava com todos os preparativos - e farão outra nessa data.

Ou seja, a “geração praia limpa” sabe o que quer e pretende defender seu direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado!

Após uma caminhada pelas ruas do bairro, eles escolheram o trapiche para promoverem algumas atividades como jogo de vôlei e coleta de lixo da praia. Claro que não deixaram de lado o banho de mar, nem o beijo na namorada.

Uma manifestação pacífica sob o sol da primavera, sob a batuta de professores que gostam do que fazem; que ensinam por amor à profissão que abraçaram; e que sonham com um mundo melhor para seus pupilos. Risadas e barulho de meninos e meninas, que ainda gostam de ouvir a obra de Renato Russo e similares.

De vez em quando, alguém gritava: ‘água, maçã, banana e goiaba; quem quiser, pode pegar’! Era a oferta do lanche pra molecada.

Diversos cartazes e faixas deixaram clara a conscientização de que os recursos naturais carecem de preservação. E que isso é de suma importância para a economia e para a saúde dos habitantes locais.

“Queremos praia limpa” – esse grito de guerra vai ecoar durante algum tempo nas nossas cabeças.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Oi, professor!

Publicado no Diário Catarinense, 15 de outubro de 2010, pág

Oi, professor!*

Como é gratificante ouvir, todos os dias, de nossas crianças e jovens, esta expressão carinhosa, alegre e espontânea: Oi, professor!

E tão profundo reconhecimento só podia ser dirigido a um profissional fundamental neste país. Afinal, professor é uma pessoa que ensina uma ciência, uma arte e uma técnica na construção do conhecimento, o que exige muitas qualificações tanto acadêmicas quanto pedagógicas.

Com sua mágica e arte, o professor encara, todos os dias, uma plateia, que está à sua espera. Este é o desafio de quem exerce uma das profissões mais antigas e mais importantes, já que as demais, na sua maioria, dependem dela. Nunca foi fácil ser professor, mas sempre foi motivo de realização.

Ser professor é conviver com a esperança de dias melhores nas condições de trabalho, além de buscar aprimoramento técnico e qualidade. Grandes educadores, como Anísio Teixeira e Paulo Freire, inclusive nossos professores, servem de referência e de reserva moral e de conduta para o país.

É hora de os governantes focarem a educação como verdadeira prioridade e futuro de uma nação que requer sabedoria, desenvolvimento e independência.

Não esquecemos, neste cenário, a figura do professor. Afinal, educação é investimento. Segundo Cristovam Buarque, um professor se faz com a cabeça, o coração e o bolso.

Enfim, ser professor é ser alguém que escolheu dedicar sua vida, seu trabalho e os seus passos aos outros. E o reflexo singelo desse dom é o desenvolvimento da afetividade, que resulta em um sorriso estampado em nossos rostos e o sentimento de que tudo valeu a pena! A recompensa não poderia ser melhor a cada vez que ouvimos a saudação: “Oi, professor!”

Parabéns, professor, pela passagem do seu dia!

JESSI HELENA JOSTEN OLIVEIRA * * PRESIDENTE DA ASSOCIAÇÃO CATARINENSE DE PROFESSORES

Atenção!

A data da AUDIÊNCIA PÚBLICA foi transferida de 18 de outubro para 8 de novembro, no mesmo local e horário.
Aguardamos a sua presença.
Obrigado.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Se queremos apoio, também temos que dar apoio!

Hoje, dia 14/10/2010, um grupo do soscanasvieiras fez uma visita à Escola Jovem de Canasvieiras, ao lado do TICAN, nos turnos matutino e vespertino, passando em todas as salas, para apresentar nosso movimento e firmar uma parceria com esta instituição de ensino no necessário exercício de cidadania.

A direção, professores e estudantes da EJA farão uma passeata/manifestação no dia 18/10/2010 em Canasvieiras, partindo da frente do super Imperatriz, às 14h.

Portarão faixas e cartazes, confeccionados por eles mesmos, para chamar a atenção da população, da imprensa, dor órgãos públicos, etc...quanto à necessidade de melhorar e resolver os inúmeros problemas que nos afetam, especialmente a preocupação com o meio ambiente e a poluição das praias de toda a baía de Canasvieiras.

Eles estão contando com a presença maciça dos integrantes do soscanasvieiras

Como estão trabalhando a questão da cidadania,também estão conscientes que só com união de forças, mobilização e parceria entre todos, conseguiremos ter sucesso nas reivindicações de nossos direitos.

O registro desse encontro de hoje com a Escola Jovem está postado na seção de fotos deste blog.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

URGENTE

As reuniões do SOS CANASVIEIRAS mudaram de sábados para segundas-feiras às 20h, no mesmo local (Hotel Moçambique).
Lembramos que na próxima segunda - dia 8 de novembro - será realizada a audiência pública, onde toda a população do norte da Ilha está convidada a participar.
A partir do dia 25 de outubro contamos com a presença de todos aqueles que quiserem dedicar algumas horas por semana do seu tempo para ajudar a melhorar nosso bairro.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Ofício enviado aos órgãos públicos

Ofício enviado pelo SOS Canasvieiras aos seguintes órgãos públicos: Ministério Público Federal, Ministério Público Estadual, Fatma, Ibama e Agência Reguladora de Serviços de Saneamento Básico de Santa Catarina.

--

OS MORADORES DA PRAIA DE CANASVIEIRAS, firmatários do documento em anexo (denominado de ‘abaixo assinado'), neste ato representados pelo MOVIMENTO COMUNITÁRIO SOS CANASVIEIRAS, vêm, respeitosamente, à presença de V. Sa., expor e requerer o seguinte:

Considerando:

1. A enorme e conhecida proliferação de doenças gastrointestinais, gastrites e úlceras bacterianas, micoses e outras doenças dermatológicas, e viroses, ocorridas de maneira epidêmica entre os usuários da praia de Canasvieiras;

2. A contínua deposição de esgoto in natura, lançado diretamente nos rios que deságuam na praia de Canasvieras;

3. A flagrante contaminação do Rio do Brás, que deságua na praia de Canasvieras;

4. A conhecida deposição de esgoto domiciliar lançado diretamente nas galerias de água pluvial, que são lançadas diretamente na praia, especialmente no rio próximo à Rua das Flores;

5. A comprovada contaminação também da areia da Praia de Canasvieiras, causando sérias doenças dermatológicas aos seus usuários;

6. A consabida ineficiência da ETE - Estação de Tratamento de Efluentes -, e das estações de bombeamento de esgoto, todas de responsabilidade da CASAN;

7. A inércia do Poder Público no saneamento básico do Bairro de Canasvieiras causando, por omissão, a contaminação de toda a Baia de Canasvieiras e dos cursos d’água de toda a região;

8. O evidente desequilíbrio ecológico em toda a região de Canasveiras, causando destruição da biota característica da praia e dos cursos d’água, de maneira irreversível;

9. Os problemas de saúde pública decorrentes da omissão estatal, que vêm acontecendo em progressão geométrica, mais notadamente na época de verão, pelo grande afluxo de turistas e residentes que procuram a praia;

10. A renitente omissão da CASAN, não obstante as denúncias já protocoladas junto àquele órgão e comprovadas por seu Diretor e técnicos, através de vistoria in loco;

11.A inércia da Vigilância Sanitária, na averiguação das ilegalidades e conseqüente penalização das pessoas físicas e jurídicas que vêm, de maneira contínua, promovendo poluição ambiental e, via de conseqüência, gerando problemas de saúde pública;

12. A inércia da Prefeitura Municipal de Florianópolis, através da Secretaria de Obras, em relação às construções que vêm sendo feitas em desacordo com as normas legais ambientais e sanitárias;

13. A omissão da Prefeitura Municipal de Florianópolis, em relação às atividades comerciais exercidas de forma irregular, causando poluição no meio ambiente, em especial falta de ligação à rede de esgoto, lançamento na rede pluvial, de gorduras e dejetos de alimentos, que acabam por atingir os recursos hídricos (cursos d’água e a água oceânica);

14. Os relatórios de balneabilidade emitidos periodicamente pela FATMA – FUNDAÇÃO DO MEIO AMBIENTE –, que assinalam a contaminação das águas da praia por coliformes fecais, tornando-a imprópria para banho.

Tais relatórios - que estão disponibilizados no website http://www.fatma.sc.gov.br/index.php?option=com_docman&task=cat_view&gid=56&Itemid=83 - podem colaborar para a apuração das irregularidades e/ou ilegalidades e, desta forma, facilitar a atuação dos órgãos competentes.

REQUEREM

Observados os termos desta REPRESENTAÇÃO, a intervenção do Ministério Público Federal, objetivando a preservação do meio ambiente e da saúde pública dos moradores e visitantes do bairro e praia de Canasvieiras, direitos assegurados pelos artigos 196 e 225 da Constituição Federal.

Para colaborar com o conjunto probatório, juntam os documentos a seguir elencados:

• Abaixo-assinado firmado por moradores e visitantes sazonais de Canasvieiras, contendo a devida identificação através do RG;

• Relatórios de Balneabilidade emitidos pela FATMA;

• Notícias de jornais dando conta dos problemas que ora se leva ao seu conhecimento;

• Fotos dos locais onde a poluição é mais visível, apontados exemplificativamente;

• Protocolo de documento enviado à CASAN;

• Declarações de pessoas que tiveram problemas de saúde em decorrência da poluição.

Espera deferimento.

Florianópolis, 27 de setembro de 2010.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Arquitetura sustentável

Artigo publicado no Diário Catarinense, 6 de outubro de 2010, página 12.

Arquitetura sustentável, por Giovani Bonetti *

Desde o início dos tempos, o homem vem ocupando o solo e usando os recursos naturais sem se preocupar com problemas ambientais ou falta de matéria-prima. Hoje, no entanto, sabemos das condições alarmantes em que se encontra a Terra, e sabemos, também, que se não adotarmos estratégias de controle da degradação ambiental, no futuro não haverá condições para habitar, confortavelmente, o planeta. Daí a importância de falarmos sobre o conceito de sustentabilidade, ou seja, da escolha de soluções em qualquer âmbito da atividade humana ecologicamente corretas, economicamente viáveis, socialmente justas e culturalmente aceitas. E a arquitetura, neste sentido, tem um papel muito especial a cumprir neste que talvez seja o maior desafio proposto aos profissionais do século 21: a sustentabilidade do ambiente construído. A arquitetura está nas pequenas e nas grandes intervenções humanas, está na privacidade das casas e no público estratosférico dos grandes conglomerados urbanos. A arquitetura guarda e protege a vida e as atividades humanas e deve, ela também, salvaguardar o planeta.

Usar técnicas como captação das águas pluviais, aquecimento solar e especificação mais adequada dos vidros nas construções, por exemplo, é tão necessário quanto projetar espaços urbanos em que as pessoas não tenham que percorrer grandes distâncias para acessar o trabalho e lazer, o que é um excelente modo de evitar a utilização excessiva dos veículos e a poluição do ar. Outro método é oferecer condições para que as edificações possam aproveitar ao máximo a orientação e energia do Sol.

Temas como estes estão no cerne das apresentações do 2º Simpósio Internacional de Sustentabilidade em Arquitetura e Urbanismo, que será realizado em Florianópolis, amanhã e sexta-feira.

* Presidente da Associação dos Escritórios de Arquitetura de SC

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Saneamento Básico na Praia de Canasvieiras

Lembram do requerimento que o SOS Canasvieiras encaminhou ao Secretário de Obras de Florianópolis, solicitando duchas e banheiros na nossa praia? Pois é!
A última notícia que tivemos, através da Sra. Ivanilde, funcionária do Gabinete da Secretaria, é que o referido documento foi REENCAMINHADO à Casan.
O motivo deste reencaminhamento, é a procura por uma PARCERIA entre a CASAN e a PREFEITURA MUNICIPAL DE FLORIANÓPOLIS. Provavelmente no final do mês de outubro de 2010, já teremos uma resposta mais objetiva para esta nossa reivindicação, pois é nesse período que, segundo a funcionária, vai ser dado o início da Operação Verão em Florianópolis.
Continuamos aguardando!...

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Coleta de lixo pesado

O lixo mal destinado atrai vetores de doenças. Por isso a Prefeitura Municipal deFlorianópolis, por meio da Comcap, recolhe resíduos de grande volume que nãopodem ser descartados na coleta comum ou seletiva. Essa coleta especial será feita dia 4 de outubro em Canasvieiras.

Como deve ser a entrega
O lixo pesado deve estar disponível na rua às 7h
O material pode ser colocado em frente à moradia até 48 horas antes do início da coleta
O recolhimento será feito somente no dia marcado.

Tipo de resíduo que será recolhido
Móveis e eletrodomésticos, bicicletas, pedaços de madeira, pneus, latas, bacios e restos de poda.
NÃO COLOCAR LIXO ORGÂNICO NEM SANITÁRIO.

Alerta
Caso haja necessidade de descarte fora desta programação, leve ao Aterro deInertes ou faça contato com a Comcap, pelo fone 0800 643 1529 e emailcomcap@pmf.sc. gov.br, ou com a sua associação de moradores, para que sejaagendado recolhimento especial. Jogar resíduos em locais impróprios é umainfração sujeita a multa.

Conserve sempre limpa a frente de sua moradia.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Leishmaniose Visceral

Vocês sabem o quanto gosto de cachorro e que faço parte de uma ONG de proteção animal. Porém, sempre procurei divulgar este assunto apenas no orkut. Recentemente, nossa cidade detectou casos de Leishmaniose Visceral Canina, doença séria que pode ser fatal tanto ao animal como ao homem. Tomei a liberdade de escrever após diversas pessoas me perguntarem sobre a doença. Claro, não sou nenhuma expert, mas vamos ao que li e ouvi de pessoas que realmente entendem do assunto: Infelizmente, tem-se divulgado que o cão é o principal transmissor doença e que todos os animais portadores devem ser eutanasiados. O que poucos sabem que o transmissor da doença é um mosquito minúsculo (mede de 1 a 3 mm) e não o cão, que é apenas um hospedeiro (como a galinha, o morcego, o gambá...) e que, na verdade, o mosquito (conhecido como mosquito palha) só pica um cão caso não haja um humano mais “saboroso” por perto. Sim, os humanos são os alvos preferidos do mosquito palha. O fato de ter contato com um animal doente ou pessoa não significa que a pessoa adoecerá também. Esta é uma doença infecciosa, mas não contagiosa, ou seja, uma pessoa só pode “pegar” a doença caso seja picada por um mosquito que tenha picado um animal (ou outra pessoa) doente antes. Ainda, esta é uma doença que pode levar meses até aparecer algum sintoma.

A Organização Mundial de Saúde não recomenda a eutanásia em cães doentes e, sim o seu tratamento, que será para a vida toda do animal. Em países desenvolvidos, existe inclusive ração específica para cães portadores e os animais são vacinados. No Brasil, a vacina está disponível apenas para cães que tiverem feito o exame de sangue com resultado negativo e devem ser dadas 3 doses e depois repetir 1 dose anualmente.

Com as notícias que estão sendo divulgadas apontando o cão como transmissor da doença, a resposta de população poderá ser de sacrificar animais sadios ou abandonar seus cães, o que pode aumentar ainda mais as chances de transmissão para humanos e outros animais.

Agora, você que não tem um cachorro pergunta: MAS E O QUE EU TENHO A VER COM ISSO? E eu respondo: TUDO! Mesmo que todos os cães do mundo fossem exterminados, o mosquito continuaria aqui e a doença também. Devemos todos (proprietários de animais ou não), agir de forma preventiva para combater o mosquito e, também, devemos exigir que a Secretaria de Saúde adote medidas de combate ao mosquito e não ao cão, como está acontecendo.

Como prevenir a proliferação da doença? Primeiro, é necessário saber que o mosquito se reproduz em matéria orgânica em decomposição e não na água, como faz o mosquito da dengue. Assim, qualquer folha caída no jardim já é uma oportunidade para o mosquito “colocar seus ovinhos” ali, o que ocorre geralmente 15 dias após um período de chuva. Então, neste período, é indicado o uso de produtos à base de piretróides, como a deltametrina (K-Othrine, Butox etc.) ou a cipermetrina, que também podem ser borrifados nos batentes de portas e janelas, afastando não apenas os mosquitos palha, mas todos os mosquitos que enchem nossa paciência, principalmente no verão. Alternativas mais naturais são o óleo de citronela e o óleo de neem (este um ótimo inseticida natural, que pode ser borrifado também nas plantas). Colocar telas nas janelas também ajuda, mas tem que ser aquelas com espaçamento de um milímetro. A planta da citronela também pode ser plantada em vasos ou no jardim, sendo um ótimo repelente.

Para aqueles que tem cachorros, também é possível usar a cipermetrina diretamente no animal, tomando cuidado em aplicar em locais que ele não possa lamber, como a “nuca” e com dose de 1gota/kg do animal ou borrifando diariamente no pêlo o óleo de neem ou de citronela (diluídos. Existem até pronto,s vendidos em agropecuárias) antes do entardecer, quando o mosquito ataca. Claro, antes de qualquer ação, consultar o médico veterinário.

Para quem quiser mais informações sobre a doença e o seminário que aconteceu no sábado, 18/09/2010 na OAB de Florianópolis, entre nos sites:

http://www.maedecachorro.com.br/2010/09/leishmaniose-visceral-e-voce-nao-pense.html

http://www.maedecachorro.com.br/2010/09/seminario-sobre-leishmaniose-visceral.html

Para quem quiser mais informações sobre o tratamento da doença, entre no site do médico veterinário e advogado André Luis Soares da Fonseca:

http://www.fielamigo.com.br/trata/


Atenciosamente,

Beatriz Bastos Moreira Lima
Arquiteta, "mãe" de cinco cachorros e cidadã responsável que não quer adoecer.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

O que eles podem fazer pelo eleitor

Interessante matéria publicada na página 6 do Diário Catarinense de 27 de setembro de 2010, sobre o papel dos candidatos nas eleições. É importante para esclarecer as dúvidas.

http://www.clicrbs.com.br/diariocatarinense/jsp/default2.jsp?uf=2&local=18&source=a3054112.xml&template=3898.dwt&edition=15583&section=134

domingo, 26 de setembro de 2010

Clean Up Day 2010

O Dia Mundial de Limpeza das Águas " Clean Up Day ", acontece em mais de uma centena de países pelo mundo e aqui em Floripa estaremos concentrados na praia dos Ingleses, no dia 02 de outubro de 2010, a partir das 09:00hs para realizar esse mutirão pela vida.

A organização do evento é feita pela DIVER-FREE Fundação de Mergulho e Ação Ecológica.

O objetivo maior é em sua demanda, a limpeza de rios, mares e lagos em todo mundo, juntamente com uma elaboração para recuperação e preservação de toda água no planeta.

Nós, voluntários da Sea Shepherd Brasil, temos o Clean Up Day como um dia especial, onde além de fazer nosso trabalho de Proteção dos Mares, Ação e Inclusão Social, contaremos com os mergulhadores parceiros do mar para realizar as tarefas de limpeza das águas e costas de nossas praias. Um dia importante para a troca de idéias e conhecimento entre todos os participantes.

As atividades estão relacionadas à caminhadas ecológicas pela praia e pela restinga da região dos Ingleses – Florianópolis –SC/BRASIL, com limpeza da região e observação de fauna e flora. A seção marinha sempre fica atribuída às condições do tempo, a fim de realizar uma enorme limpeza, onde o descuido e a depredação está sem controle.

As palestras estarão ligadas diretamente aos assuntos, BIOLOGIA MARINHA, MERGULHO, AÇÃO SOCIAL, CONSCIENTIZAÇÃO ECOLÓGICA.

A voluntária Marina Soares fará a palestra de apresentação da Sea Shepherd.

TODOS ESTÃO CONVIDADOS.

Voluntários do Instituto Sea Shepherd Brasil estarão presentes no evento marcando presença por um planeta mais saudável.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Nasa afirma que destruição da camada de ozônio foi freada

Fonte: O Estado de São Paulo

Nasa afirma que destruição da camada de ozônio foi freada

Capa que protege a Terra dos níveis nocivos de radiação ultravioleta, porém, ainda não começou a se recuperar

Jamil Chade / GENEBRA - O Estado de S. Paulo

A destruição da camada de ozônio foi freada. Segundo a ONU, a agência espacial americana (Nasa) e 300 cientistas de todo o mundo, a capa que protege a vida na Terra dos níveis nocivos de radiação ultravioleta parou de diminuir, mas não começou a se recuperar. O estudo mostrou que os gases que provocavam a perda da camada de ozônio foram substituídos com sucesso. Porém, em seu lugar são usados produtos que poderão impactar de forma mais intensa as mudanças climáticas, se não houver controle.

A ONU comemorou o relatório, o primeiro em quatro anos sobre a capa de ozônio. Segundo a entidade, o acordo de 1987, que determinou a retirada dos gases nocivos de aparelhos como geladeiras, impediu “um esgotamento maior” da camada. “Na última década, o ozônio não está mais diminuindo, mas também não está aumentando”, diz Geir Braathen, cientista-chefe da Organização Meteorológica Mundial.

A avaliação é de que a proteção da camada de ozônio e a retirada dos gases nocivos da indústria representaram benefícios importantes. Se não fosse pelo controle do uso do clorofluorcarbono (CFC), os cientistas apontam que as emissões hoje seriam 30% superiores.

O acordo de 1987 conseguiu, portanto, uma redução real no impacto das emissões cinco vezes maior que o obtido pelo Protocolo de Kyoto. Também foram importantes os benefícios para a saúde. Segundo o levantamento, 20 milhões de casos de câncer de pele foram evitados na década, alem de 130 milhões de casos de catarata.

Causa preocupação o fato de que, apesar de não destruírem a camada de ozônio, alguns gases e produtos que substituíram o CFC colaboram para mudanças climáticas. É o caso do HFC e do HCFC-22, que tiveram sua presença ampliada em mais de 50% nos últimos seis anos. Outro produto, o HFC-23, seria 14 mil vezes mais danoso ao clima que o CO2.

Países emergentes querem que outro acordo ambiental lide com esses produtos. “Se eles não forem controlados, terão o potencial de criar problemas”, disse Len Barrie, diretor de pesquisa da OMM.

Consequências. Outra descoberta é que o buraco na camada de ozônio no Polo Sul afetou a temperatura do solo no Hemisfério Sul, assim como a corrente de ventos. Para a OMM, a região do Cone Sul teve a temperatura elevada por conta da destruição da camada de ozônio, cuja recomposição ainda poderá levar décadas.

domingo, 19 de setembro de 2010

A peste do século

A humanidade esteve diante das mais diversas pestes e doenças, mas creio que nenhuma foi tão sutil quanto a normose. Este foi o termo criado por Jean Yves Leloup para definir, não uma nova moléstia física, mas um tipo de comportamento moderno intensamente destrutivo e hostil. Normose seria a doença que faz com que o indivíduo aceite comportamentos nocivos ou aja por sobre um plano ilusório de uma maneira normal. O sujeito se acostuma tanto com determinada situação que nem pensa em questioná-la. Ela passa a fazer parte do cotidiano, mesmo trazendo prejuízos significativos.

Normose é assistir a escândalos políticos como corrupção e desvios de recursos de uma maneira normal. Embora reivindicações por mudanças sejam constantes, ficamos só no discurso. Ao invés de curar o mal pela raiz, somos tentados a simplesmente desviar do problema. Passiva, a sociedade aguarda providências das "autoridades" as quais, quem sabe, nunca chegarão.

A falta de ética dos ambiciosos e o comodismo generalizado inibe credibilidade e bom senso, restringindo a iniciativa e o trabalho criador necessário a uma sociedade próspera e equilibrada. E isto não acontece somente no meio político-social. A normose é um mal que avassala o mundo inteiro, penetrando também em nossos lares, onde tanto somos influenciados pelas chamadas "propagandas enganosas" da mídia, como tornamo-nos vítimas de maus hábitos e modismos que denigrem cultura e valores sociais.

Num mundo repleto de superficialidades, tornou-se comum assimilar referências vazias e sem sentido. Obsessão por consumo e manutenção de "status" são algumas condutas sutilmente interiorizadas, mesmo sem significado real para nosso próprio crescimento. Adquirimos padrões duvidosos apenas porque são considerados normais.

A normose também está na sexualidade. A revolução cultural, mesmo rompendo com antigos e rígidos padrões de relacionamento, acabou por incentivar situações fúteis e passageiras. Tentando resgatar liberdade e sensualidade, muita gente acabou por trocar intimidade e espontaneidade por indiferença e promiscuidade. Substituímos inconscientemente nossos próprios valores, aderindo às transformações de uma maneira inerte - normal.

Bem, sei que não é fácil exercitar autoconsciência frente a tantos estímulos. Mas, com sabedoria e vontade de crescer poderemos banir a normose, caminhando equilibradamente rumo a um futuro próspero, onde o progresso seja não só o resultado de transformações urgentes e transitórias, mas sobretudo baseado em valores sólidos e conscientes.

Publicado no "Estado de Minas"
Moacyr Castellani

terça-feira, 14 de setembro de 2010

No limite da capacidade?

Diário Catarinense, dia 14 de setembro de 2010, página 19:

No limite da capacidade?

Análise do TCE recomenda que Casan avalie novas ligações à Estação de Tratamento de Florianópolis. Estatal discorda

A situação da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) insular, na entrada de Florianópolis, divide as análises do Tribunal de Contas do Estado (TCE) e da Companhia Catarinense de Águas e Saneamento (Casan). O órgão fiscalizador diz que ela está prestes a ter sua capacidade esgotada. A estatal discorda.

De acordo com o diretor de Atividades Especiais do TCE, Kliwer Schimitt, duas recomendações foram feitas: que a Casan avalie a capacidade de a estação receber novas ligações de esgoto e que acabe com o mau cheiro do local.

Em relação à capacidade da estação, a divergência está nos cálculos feitos pelos técnicos. Os do tribunal usaram a produção diária de matéria orgânica por pessoa no valor de 48g – a estatal, 54g (ver quadro ao lado).

Com a ligação na rede de 25 mil moradores da região do Itacorubi, anunciada pela Casan, a capacidade da ETE insular seria superada, segundo o TCE.

– No projeto original, o cálculo deveria ser feito levando em consideração uma produção orgânica diária de 48g por pessoas, mas a Casan usou 54g. Queremos que a estatal apresente um estudo científico (até 10 de dezembro) para nossos técnicos avaliarem. Se nosso cálculo estiver correto, a capacidade da estação vai ser extrapolada, e o esgoto não tratado será jogado no mar – explicou Kliwer Schimitt.

Para professor, os dois índices podem ser usados

E qual seria o parâmetro certo? De acordo com Luiz Sérgio Philippi, professor do curso de Engenharia Sanitária e Ambiental da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), os dois números podem ser usados, mas, para ele, o mais correto é o da Casan, 54g.

– Mas, se no projeto original o número apontado foi de 48g, ele deve ser usado. Foi colocado ali por algum motivo, e aprovado pelos órgãos ambientais.

Segundo o superintendente de Meio Ambiente da Casan, Cláudio Floriani Júnior, a divergência é só no parâmetro.

– Montamos um grupo de trabalho para avaliar a capacidade da estação de tratamento e, até dezembro, vamos apresentar ao TCE – afirmou.

Por enquanto, continua o projeto de ligação das moradias da região do Itacorubi com a ETE Insular.

– Se chegarmos à conclusão de que a capacidade vai ser ultrapassada, nós ampliaremos a estação ou faremos melhorias operacionais para dar conta – prometeu Cláudio Floriani Júnior.

MAURÍCIO FRIGHETTO

domingo, 12 de setembro de 2010

Tudo igual

Diário Catarinense, dia 12 de setembro de 2010, página 44. Diário do leitor:

Tudo igual

Atenção, senhores turistas que pretendem visitar Florianópolis no verão 2010-2011: vocês não verão nada de diferente na próxima temporada quente do ano. Tirando uma ou outra “maquiagem” de última hora, não teremos banheiros e chuveiros decentes nas praias, o trânsito será caótico, faltará água, os esgotos estarão correndo a céu aberto e os preços dos restaurantes serão “exploratórios”, com serviços de qualidade bastante duvidosa.

José Ricardo Tavares
Professor – Florianópolis

sábado, 11 de setembro de 2010

Canasvieiras na década de 50

Diário Catarinense, dia 11 de setembro de 2010, página 29:

Memória Catarinense


Como era gostosa a minha praia: na foto de em meados dos anos 1950, Canasvieiras, no Norte da Ilha de Santa Catarina, antes da ocupação desordenada que a desfigurou e sujou, e quando os primeiros biquínis enfeitavam a paisagem.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Crédito para a Casan, por Laudelino Bastos e Silva*

Diário Catarinense, 8 de setembro de 2009, página 10:

Crédito para a Casan, por Laudelino Bastos e Silva*

A Assembleia Legislativa aprovou, no dia 4 de agosto, o Projeto de Lei 267/10, que autoriza o Poder Executivo a realizar operação de crédito para a assunção de obrigações assumidas pela Companhia Catarinense de Águas e Saneamento (Casan) junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (Bndes), com a interveniência do Estado de Santa Catarina, em 4 de julho de 2008, no valor de R$ 150.475.807,20. Na prática, a partir da data da liquidação de cada parcela de amortização do principal, dos juros e dos encargos decorrentes da operação, a Casan se obriga a ressarcir o Estado de Santa Catarina de todos os valores relativos à assunção das obrigações, mediante o repasse integral e imediato à unidade orçamentária denominada Encargos Gerais do Estado.

Com essa iniciativa, o objetivo do governo do Estado é assegurar a execução de projetos habilitados para realizar operações de crédito no âmbito do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), e que consistem na implantação e ampliação dos sistemas de abastecimento de água e esgotamento sanitário nos municípios de Florianópolis, Criciúma, São José e Laguna.

Graças a essa interveniência do governo do Estado junto ao BNDES, a Casan passa a ter liberadas suas garantias reais com vista à obtenção de novas linhas de crédito, já em negociação, para o financiamento de novas obras de saneamento em outros municípios de Santa Catarina: com a Aliança Francesa de Desenvolvimento AFD), R$ 230 milhões; IFC – Banco Mundial, R$ 40 milhões; PAC 1, R$ 103 milhões, com a CEF; e PAC 2, R$ 136 milhões, também com a CEF. As liberações destas linhas de crédito devem ocorrer ainda neste ano e, ao contrário do que sugere o imaginário coletivo, a empresa não está acumulando dívidas, mas está multiplicando a sua capacidade de investimentos.

* DIRETOR FINANCEIRO DA CASAN

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Turistas reclamam da falta de infraestrutura na Ilha

Diário Catarinense, 7 de setembro de 2010, página 20:

Turistas reclamam da falta de infraestrutura na Ilha
Entre os itens negativos apontados pelos visitantes estão a presença de esgoto e cachorros na areia e a falta de sinalização

A funcionária pública Cleri Barba, 49 anos, espantou-se ao encontrar uma vaca nas areias da Praia da Armação, na Capital. O passeio não agradou à família de Bento Gonçalves, no Rio Grande do Sul. Além da presença de animais, a falta de sinalização, a sujeira e a ausência de infraestrutura no Sul causaram má impressão.

Há 10 anos, a família veraneia no Norte de Florianópolis. Neste feriadão, Cleri aproveitou o domingo para conhecer o outro lado da Ilha junto ao marido Jorge, à sobrinha Rita e ao sobrinho-neto Gustavo. Mas, ontem, já estavam novamente nas areias de Canasvieiras.

– Aqui é bem melhor. Tem lugar para as crianças brincarem e à noite saímos para jantar em restaurantes. Lá tu não sabes nem por onde entrar nas praias, não tem informação e as praias são bem sujas – critica.

Mesmo assim, Cleri diz que o Norte precisa de melhorias, como a implantação de parques infantis. Outros pontos negativos são os animais mortos na praia, a sujeira e os preços um pouco salgados na alimentação.

Saneamento básico foi um dos problemas apontados

A temperatura não encorajou o casal Ana Claudia e Osvair Szenczuk a entrar na água, mas não evitou o uso das roupas de banho na caminhada à beira-mar. Naturais de Imbuia, no Alto Vale do Itajaí, eles aproveitaram a folga para curtir o sol em Florianópolis. No trajeto até a praia de Jurerê Internacional eles se depararam com esgoto sendo despejado no mar.

– Vimos pessoas com cachorros na areia. São situações nada legais. Mas aqui é muito tranquilo, romântico e bastante organizado. Era bem o que queríamos – avalia Ana Claudia.

O casal Cesar e Paula Franco, de São Paulo, que visitou pela primeiravez Florianópolis, criticou a falta de sinalização na entrada da cidade. Segundo o empresário, as placas indicando o caminho para Canasvieiras, onde se instalaram, só foram avistadas próximas ao destino.

– Estávamos exaustos da viagem de oito horas e ficamos rodando por quase duas horas até chegar aqui. Foi bastante cansativo – conta Cesar.

melissa.bulegon@diario.com.br
MELISSA BULEGON

Fonte

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Proativos e Reativos

Pessoas re-ativas são aquelas que pensam e atuam dentro de padrões de causa e efeito.
Pessoas pró-ativas influenciam o meio, garantem harmonia, direcionam boas energias, iluminam tudo e a todos a seu redor. Nunca se sentem vítimas das circunstancias. Escolhem com sabedoria as coisas que podem influir para uma mudança significativa que atenda a muitos.
Quando um Proativo comete um erro, diz: “Enganei-me“, e aprende a lição.
Quando um Reativo comete um erro, diz: “A culpa não foi minha“, e responsabiliza terceiros.
Um Proativo sabe que a adversidade é o melhor dos mestres.
Um Reativo sente-se vítima perante uma adversidade.
Um Proativo sabe que o resultado das coisas depende de si.
Um Reativo acha-se perseguido pelo azar.
Um Proativo trabalha muito e arranja sempre tempo para si próprio.
Um Reativo está sempre "muito ocupado" e não tem tempo sequer para os seus.
Um Proativo enfrenta os desafios um a um.
Um Reativo contorna os desafios e nem se atreve a enfrentá-los.
Um Proativo compromete-se, dá a sua palavra e cumpre.
Um Reativo faz promessas e quando falha só se sabe justificar.
Um Proativo diz: "Sou bom, mas vou ser melhor ainda".
Um Reativo diz: "Não sou tão mau assim; há muitos piores que eu".
Um Proativo ouve , compreende e responde.
Um Reativo não espera que chegue a sua vez de falar.
Um Proativo respeita os que sabem mais e procura aprender algo com eles.
Um Reativo resiste a todos os que sabem mais e apenas se fixa nos seus defeitos.
Um Proativo sente-se responsável por algo mais que o seu trabalho.
Um Reativo não se compromete nunca e diz sempre: “Faço o meu trabalho e é quanto basta”.
Um Proativo diz: “Deve haver uma melhor forma de o fazer. . .”
Um Reativo diz: “Sempre fizemos assim.Não há outra maneira.”
Um Proativo é PARTE DA SOLUÇÃO.
Um Reativo é PARTE DO PROBLEMA.
Um Proativo consegue "ver a parede na sua totalidade".
Um Reativo fixa-se "no azulejo que lhe cabe colocar".

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Conscientização

Publicado no Diário Catarinense, 3 de setembro de 2010, página 40:

“Bitucas”

Fiquei feliz com a reportagem do RBS Notícias informando que a lei que proíbe o fumo em locais fechados está sendo respeitada. Sugiro outra reportagem: a comunidade fumante precisa entender que “bituca” de cigarro é lixo e não pode ser jogada nas ruas

Mariana Kadletz
Por e-mail

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Esfera do Bem



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