A implantação da administração regional no norte da ilha de Florianópolis-SC é uma necessidade premente ao desenvolvimento de nossa região. Forjada na idéia da descentralização, agregação e efetiva participação dos segmentos organizacionais objetivando melhorar a qualidade de vida dos moradores, comerciantes, empresários e turistas que nos visitam.
Portanto, os anseios dos moradores do norte da ilha por uma melhor qualidade de vida, devem estar além dos interesses pessoais e políticos. De nada adianta os políticos e tecnocratas do poder público apresentar soluções paliativas para nossos problemas ou tentar solucioná-los no afogadilho, se o atual modelo de administração aos distritos da ilha é retrógrado e obsoleto, frente ao atual quadro de crescimento desenfreado e desorganizado na região.
Há anos que o norte da ilha vem crescendo de modo desordenado. Os problemas aparecem e agravam-se: a desenfreada ocupação do solo, a falta de planejamento, o crescimento desorganizado.
E, com relação a isso, pouco foi feito até o momento. As reivindicações e benfeitorias aclamadas pela população não são atendidas e concretizadas a contento. Contudo, as taxas e impostos são recolhidos.
Sabemos que o turismo - fonte geradora de emprego e renda, em muito contribui para o desenvolvimento de Florianópolis. Os distritos de Canasvieiras, Cachoeira do Bom Jesus, Ingleses, Rio Vermelho, Ratones e Santo Antônio de Lisboa têm vocação turística. Basta observar as belezas naturais que nossa ilha oferece e a quantidade de turistas que procuram nossas praias.
Necessário implantar um modelo de administração regional, com autonomia financeira e administrativa, eficiente e atuante nas diversas áreas e setores afins. Onde parte da arrecadação dos impostos aqui recolhidos retornasse em benfeitorias aos nossos bairros. Este organismo seria apoiado por um conselho de entidades sociais, universidades que detectará e priorizará as demandas a curto, médio e longo prazo.
Com a efetiva participação de moradores, esta estrutura administrativa teria o poder de programar diversas obras, sociais e/ou de infra-estrutura, para viabilizar um turismo de qualidade, oferecendo opções de lazer e de trabalho, o ano inteiro. Isso, além de por um fim à sazonalidade, poderia gerar receitas, melhorar a qualidade de vida da população local, proporcionando novas oportunidades de geração de emprego e renda.
José Luiz Sardá / Morador do Norte da Ilha - Canasvieiras
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