quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Coleta de lixo pesado

O lixo mal destinado atrai vetores de doenças. Por isso a Prefeitura Municipal deFlorianópolis, por meio da Comcap, recolhe resíduos de grande volume que nãopodem ser descartados na coleta comum ou seletiva. Essa coleta especial será feita dia 4 de outubro em Canasvieiras.

Como deve ser a entrega
O lixo pesado deve estar disponível na rua às 7h
O material pode ser colocado em frente à moradia até 48 horas antes do início da coleta
O recolhimento será feito somente no dia marcado.

Tipo de resíduo que será recolhido
Móveis e eletrodomésticos, bicicletas, pedaços de madeira, pneus, latas, bacios e restos de poda.
NÃO COLOCAR LIXO ORGÂNICO NEM SANITÁRIO.

Alerta
Caso haja necessidade de descarte fora desta programação, leve ao Aterro deInertes ou faça contato com a Comcap, pelo fone 0800 643 1529 e emailcomcap@pmf.sc. gov.br, ou com a sua associação de moradores, para que sejaagendado recolhimento especial. Jogar resíduos em locais impróprios é umainfração sujeita a multa.

Conserve sempre limpa a frente de sua moradia.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Leishmaniose Visceral

Vocês sabem o quanto gosto de cachorro e que faço parte de uma ONG de proteção animal. Porém, sempre procurei divulgar este assunto apenas no orkut. Recentemente, nossa cidade detectou casos de Leishmaniose Visceral Canina, doença séria que pode ser fatal tanto ao animal como ao homem. Tomei a liberdade de escrever após diversas pessoas me perguntarem sobre a doença. Claro, não sou nenhuma expert, mas vamos ao que li e ouvi de pessoas que realmente entendem do assunto: Infelizmente, tem-se divulgado que o cão é o principal transmissor doença e que todos os animais portadores devem ser eutanasiados. O que poucos sabem que o transmissor da doença é um mosquito minúsculo (mede de 1 a 3 mm) e não o cão, que é apenas um hospedeiro (como a galinha, o morcego, o gambá...) e que, na verdade, o mosquito (conhecido como mosquito palha) só pica um cão caso não haja um humano mais “saboroso” por perto. Sim, os humanos são os alvos preferidos do mosquito palha. O fato de ter contato com um animal doente ou pessoa não significa que a pessoa adoecerá também. Esta é uma doença infecciosa, mas não contagiosa, ou seja, uma pessoa só pode “pegar” a doença caso seja picada por um mosquito que tenha picado um animal (ou outra pessoa) doente antes. Ainda, esta é uma doença que pode levar meses até aparecer algum sintoma.

A Organização Mundial de Saúde não recomenda a eutanásia em cães doentes e, sim o seu tratamento, que será para a vida toda do animal. Em países desenvolvidos, existe inclusive ração específica para cães portadores e os animais são vacinados. No Brasil, a vacina está disponível apenas para cães que tiverem feito o exame de sangue com resultado negativo e devem ser dadas 3 doses e depois repetir 1 dose anualmente.

Com as notícias que estão sendo divulgadas apontando o cão como transmissor da doença, a resposta de população poderá ser de sacrificar animais sadios ou abandonar seus cães, o que pode aumentar ainda mais as chances de transmissão para humanos e outros animais.

Agora, você que não tem um cachorro pergunta: MAS E O QUE EU TENHO A VER COM ISSO? E eu respondo: TUDO! Mesmo que todos os cães do mundo fossem exterminados, o mosquito continuaria aqui e a doença também. Devemos todos (proprietários de animais ou não), agir de forma preventiva para combater o mosquito e, também, devemos exigir que a Secretaria de Saúde adote medidas de combate ao mosquito e não ao cão, como está acontecendo.

Como prevenir a proliferação da doença? Primeiro, é necessário saber que o mosquito se reproduz em matéria orgânica em decomposição e não na água, como faz o mosquito da dengue. Assim, qualquer folha caída no jardim já é uma oportunidade para o mosquito “colocar seus ovinhos” ali, o que ocorre geralmente 15 dias após um período de chuva. Então, neste período, é indicado o uso de produtos à base de piretróides, como a deltametrina (K-Othrine, Butox etc.) ou a cipermetrina, que também podem ser borrifados nos batentes de portas e janelas, afastando não apenas os mosquitos palha, mas todos os mosquitos que enchem nossa paciência, principalmente no verão. Alternativas mais naturais são o óleo de citronela e o óleo de neem (este um ótimo inseticida natural, que pode ser borrifado também nas plantas). Colocar telas nas janelas também ajuda, mas tem que ser aquelas com espaçamento de um milímetro. A planta da citronela também pode ser plantada em vasos ou no jardim, sendo um ótimo repelente.

Para aqueles que tem cachorros, também é possível usar a cipermetrina diretamente no animal, tomando cuidado em aplicar em locais que ele não possa lamber, como a “nuca” e com dose de 1gota/kg do animal ou borrifando diariamente no pêlo o óleo de neem ou de citronela (diluídos. Existem até pronto,s vendidos em agropecuárias) antes do entardecer, quando o mosquito ataca. Claro, antes de qualquer ação, consultar o médico veterinário.

Para quem quiser mais informações sobre a doença e o seminário que aconteceu no sábado, 18/09/2010 na OAB de Florianópolis, entre nos sites:

http://www.maedecachorro.com.br/2010/09/leishmaniose-visceral-e-voce-nao-pense.html

http://www.maedecachorro.com.br/2010/09/seminario-sobre-leishmaniose-visceral.html

Para quem quiser mais informações sobre o tratamento da doença, entre no site do médico veterinário e advogado André Luis Soares da Fonseca:

http://www.fielamigo.com.br/trata/


Atenciosamente,

Beatriz Bastos Moreira Lima
Arquiteta, "mãe" de cinco cachorros e cidadã responsável que não quer adoecer.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

O que eles podem fazer pelo eleitor

Interessante matéria publicada na página 6 do Diário Catarinense de 27 de setembro de 2010, sobre o papel dos candidatos nas eleições. É importante para esclarecer as dúvidas.

http://www.clicrbs.com.br/diariocatarinense/jsp/default2.jsp?uf=2&local=18&source=a3054112.xml&template=3898.dwt&edition=15583&section=134

domingo, 26 de setembro de 2010

Clean Up Day 2010

O Dia Mundial de Limpeza das Águas " Clean Up Day ", acontece em mais de uma centena de países pelo mundo e aqui em Floripa estaremos concentrados na praia dos Ingleses, no dia 02 de outubro de 2010, a partir das 09:00hs para realizar esse mutirão pela vida.

A organização do evento é feita pela DIVER-FREE Fundação de Mergulho e Ação Ecológica.

O objetivo maior é em sua demanda, a limpeza de rios, mares e lagos em todo mundo, juntamente com uma elaboração para recuperação e preservação de toda água no planeta.

Nós, voluntários da Sea Shepherd Brasil, temos o Clean Up Day como um dia especial, onde além de fazer nosso trabalho de Proteção dos Mares, Ação e Inclusão Social, contaremos com os mergulhadores parceiros do mar para realizar as tarefas de limpeza das águas e costas de nossas praias. Um dia importante para a troca de idéias e conhecimento entre todos os participantes.

As atividades estão relacionadas à caminhadas ecológicas pela praia e pela restinga da região dos Ingleses – Florianópolis –SC/BRASIL, com limpeza da região e observação de fauna e flora. A seção marinha sempre fica atribuída às condições do tempo, a fim de realizar uma enorme limpeza, onde o descuido e a depredação está sem controle.

As palestras estarão ligadas diretamente aos assuntos, BIOLOGIA MARINHA, MERGULHO, AÇÃO SOCIAL, CONSCIENTIZAÇÃO ECOLÓGICA.

A voluntária Marina Soares fará a palestra de apresentação da Sea Shepherd.

TODOS ESTÃO CONVIDADOS.

Voluntários do Instituto Sea Shepherd Brasil estarão presentes no evento marcando presença por um planeta mais saudável.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Nasa afirma que destruição da camada de ozônio foi freada

Fonte: O Estado de São Paulo

Nasa afirma que destruição da camada de ozônio foi freada

Capa que protege a Terra dos níveis nocivos de radiação ultravioleta, porém, ainda não começou a se recuperar

Jamil Chade / GENEBRA - O Estado de S. Paulo

A destruição da camada de ozônio foi freada. Segundo a ONU, a agência espacial americana (Nasa) e 300 cientistas de todo o mundo, a capa que protege a vida na Terra dos níveis nocivos de radiação ultravioleta parou de diminuir, mas não começou a se recuperar. O estudo mostrou que os gases que provocavam a perda da camada de ozônio foram substituídos com sucesso. Porém, em seu lugar são usados produtos que poderão impactar de forma mais intensa as mudanças climáticas, se não houver controle.

A ONU comemorou o relatório, o primeiro em quatro anos sobre a capa de ozônio. Segundo a entidade, o acordo de 1987, que determinou a retirada dos gases nocivos de aparelhos como geladeiras, impediu “um esgotamento maior” da camada. “Na última década, o ozônio não está mais diminuindo, mas também não está aumentando”, diz Geir Braathen, cientista-chefe da Organização Meteorológica Mundial.

A avaliação é de que a proteção da camada de ozônio e a retirada dos gases nocivos da indústria representaram benefícios importantes. Se não fosse pelo controle do uso do clorofluorcarbono (CFC), os cientistas apontam que as emissões hoje seriam 30% superiores.

O acordo de 1987 conseguiu, portanto, uma redução real no impacto das emissões cinco vezes maior que o obtido pelo Protocolo de Kyoto. Também foram importantes os benefícios para a saúde. Segundo o levantamento, 20 milhões de casos de câncer de pele foram evitados na década, alem de 130 milhões de casos de catarata.

Causa preocupação o fato de que, apesar de não destruírem a camada de ozônio, alguns gases e produtos que substituíram o CFC colaboram para mudanças climáticas. É o caso do HFC e do HCFC-22, que tiveram sua presença ampliada em mais de 50% nos últimos seis anos. Outro produto, o HFC-23, seria 14 mil vezes mais danoso ao clima que o CO2.

Países emergentes querem que outro acordo ambiental lide com esses produtos. “Se eles não forem controlados, terão o potencial de criar problemas”, disse Len Barrie, diretor de pesquisa da OMM.

Consequências. Outra descoberta é que o buraco na camada de ozônio no Polo Sul afetou a temperatura do solo no Hemisfério Sul, assim como a corrente de ventos. Para a OMM, a região do Cone Sul teve a temperatura elevada por conta da destruição da camada de ozônio, cuja recomposição ainda poderá levar décadas.

domingo, 19 de setembro de 2010

A peste do século

A humanidade esteve diante das mais diversas pestes e doenças, mas creio que nenhuma foi tão sutil quanto a normose. Este foi o termo criado por Jean Yves Leloup para definir, não uma nova moléstia física, mas um tipo de comportamento moderno intensamente destrutivo e hostil. Normose seria a doença que faz com que o indivíduo aceite comportamentos nocivos ou aja por sobre um plano ilusório de uma maneira normal. O sujeito se acostuma tanto com determinada situação que nem pensa em questioná-la. Ela passa a fazer parte do cotidiano, mesmo trazendo prejuízos significativos.

Normose é assistir a escândalos políticos como corrupção e desvios de recursos de uma maneira normal. Embora reivindicações por mudanças sejam constantes, ficamos só no discurso. Ao invés de curar o mal pela raiz, somos tentados a simplesmente desviar do problema. Passiva, a sociedade aguarda providências das "autoridades" as quais, quem sabe, nunca chegarão.

A falta de ética dos ambiciosos e o comodismo generalizado inibe credibilidade e bom senso, restringindo a iniciativa e o trabalho criador necessário a uma sociedade próspera e equilibrada. E isto não acontece somente no meio político-social. A normose é um mal que avassala o mundo inteiro, penetrando também em nossos lares, onde tanto somos influenciados pelas chamadas "propagandas enganosas" da mídia, como tornamo-nos vítimas de maus hábitos e modismos que denigrem cultura e valores sociais.

Num mundo repleto de superficialidades, tornou-se comum assimilar referências vazias e sem sentido. Obsessão por consumo e manutenção de "status" são algumas condutas sutilmente interiorizadas, mesmo sem significado real para nosso próprio crescimento. Adquirimos padrões duvidosos apenas porque são considerados normais.

A normose também está na sexualidade. A revolução cultural, mesmo rompendo com antigos e rígidos padrões de relacionamento, acabou por incentivar situações fúteis e passageiras. Tentando resgatar liberdade e sensualidade, muita gente acabou por trocar intimidade e espontaneidade por indiferença e promiscuidade. Substituímos inconscientemente nossos próprios valores, aderindo às transformações de uma maneira inerte - normal.

Bem, sei que não é fácil exercitar autoconsciência frente a tantos estímulos. Mas, com sabedoria e vontade de crescer poderemos banir a normose, caminhando equilibradamente rumo a um futuro próspero, onde o progresso seja não só o resultado de transformações urgentes e transitórias, mas sobretudo baseado em valores sólidos e conscientes.

Publicado no "Estado de Minas"
Moacyr Castellani

terça-feira, 14 de setembro de 2010

No limite da capacidade?

Diário Catarinense, dia 14 de setembro de 2010, página 19:

No limite da capacidade?

Análise do TCE recomenda que Casan avalie novas ligações à Estação de Tratamento de Florianópolis. Estatal discorda

A situação da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) insular, na entrada de Florianópolis, divide as análises do Tribunal de Contas do Estado (TCE) e da Companhia Catarinense de Águas e Saneamento (Casan). O órgão fiscalizador diz que ela está prestes a ter sua capacidade esgotada. A estatal discorda.

De acordo com o diretor de Atividades Especiais do TCE, Kliwer Schimitt, duas recomendações foram feitas: que a Casan avalie a capacidade de a estação receber novas ligações de esgoto e que acabe com o mau cheiro do local.

Em relação à capacidade da estação, a divergência está nos cálculos feitos pelos técnicos. Os do tribunal usaram a produção diária de matéria orgânica por pessoa no valor de 48g – a estatal, 54g (ver quadro ao lado).

Com a ligação na rede de 25 mil moradores da região do Itacorubi, anunciada pela Casan, a capacidade da ETE insular seria superada, segundo o TCE.

– No projeto original, o cálculo deveria ser feito levando em consideração uma produção orgânica diária de 48g por pessoas, mas a Casan usou 54g. Queremos que a estatal apresente um estudo científico (até 10 de dezembro) para nossos técnicos avaliarem. Se nosso cálculo estiver correto, a capacidade da estação vai ser extrapolada, e o esgoto não tratado será jogado no mar – explicou Kliwer Schimitt.

Para professor, os dois índices podem ser usados

E qual seria o parâmetro certo? De acordo com Luiz Sérgio Philippi, professor do curso de Engenharia Sanitária e Ambiental da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), os dois números podem ser usados, mas, para ele, o mais correto é o da Casan, 54g.

– Mas, se no projeto original o número apontado foi de 48g, ele deve ser usado. Foi colocado ali por algum motivo, e aprovado pelos órgãos ambientais.

Segundo o superintendente de Meio Ambiente da Casan, Cláudio Floriani Júnior, a divergência é só no parâmetro.

– Montamos um grupo de trabalho para avaliar a capacidade da estação de tratamento e, até dezembro, vamos apresentar ao TCE – afirmou.

Por enquanto, continua o projeto de ligação das moradias da região do Itacorubi com a ETE Insular.

– Se chegarmos à conclusão de que a capacidade vai ser ultrapassada, nós ampliaremos a estação ou faremos melhorias operacionais para dar conta – prometeu Cláudio Floriani Júnior.

MAURÍCIO FRIGHETTO